HFC REVELA MITOS E VERDADES SOBRE INFECÇÃO HOSPITALAR
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba revela mitos e verdades durante o 1º Workshop de Infecção Hospitalar. A programação de oficinas ocorreu de 25 de Outubro a 04 de Novembro de 2010.
Segundo a enfermeira da CCIH, Simone Pompermayer, o Workshop teve o objetivo de desvendar os questionamentos sobre a infecção hospitalar, bem como divulgar os cuidados para diminuí-las. “Muitas pessoas tem dúvidas e inseguranças sobre as infecções ocorridas dentro do ambiente hospitalar. A informação correta e treinamentos são os melhores recursos para acabar com as opiniões pré-concebidas e diminuir a possibilidade de transmissão das doenças”, afirma a enfermeira.
O médico coordenador da CCIH do HFC, o infectologista Hamilton Bonilha, afirma que a transmissão das doenças pode ser evitada com pequenos cuidados dos profissionais. “As bactérias encontradas nas mãos são divididas em duas categorias. A Flora Residente se liga às camadas mais profundas da pele, é mais resistente à remoção e associa-se menos às infecções. A Flora Transitória coloniza as camadas superficiais da pele, são mais susceptíveis à remoção pela lavagem das mãos. Essa segunda pode ser adquirida pelo colaborador da saúde durante contato direto com o paciente e superfícies ambientais. É a que contém os microrganismos mais frequentemente associados a infecções hospitalares. Por isso o ato de lavar as mãos é tão importante”, orienta o médico.
Outro assunto que gera dúvidas é o uso de propés, aquelas sapatilhas descartáveis usadas em setores como Centro Cirúrgico. Segundo o médico estudos científicos concluíram que não há diferença significativa nos resultados de contaminação transmitida por contato do calçado utilizado habitualmente, calçados limpos ou propés. “Até o momento não é comprovado que seu uso diminua o risco para aquisição de infecção da área cirúrgica. O propé não assegura a proteção contra derramamento de sangue e outros fluídos corporais durante o procedimento cirúrgico e também não é considerado EPI obrigatório para uso hospitalar. Recomendamos outras procedimentos para reduzir o risco de aquisição das infecções”, afirma o especialista.
A equipe de enfermagem participou de palestras com as enfermeiras Simone Pompermayer e Fernanda Rosa na segunda e terça-feira às 7h, 8h, 9h, 13h, 14h e 19h. Na quarta-feira, 27/10, as oficinas foram exclusivas para colaboradores do Centro Cirúrgico, às 11h e 15h. Nos dias 29/10 e 04/11 foi a vez dos colaboradores das áreas operacionais, como higienização, às 14h.
Na noite de quarta-feira, 27/10, às 19h30, os médicos de diversas especialidades participaram de um debate na sede da Associação Paulista de Medicina (APM-Piracicaba) sobre temas como “Prevenção de Infecção de prótese ortopédica”, “Protocolo de Sepse”, “Principais medidas de controle de bactérias multirresistentes”, que é atual preocupação dos hospitais, entre outros assuntos. A APM fica na Av. Centenário, nº 546 em Piracicaba.
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